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Rede de e-Ciência
 

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O que é?

A Rede de e-Ciência é uma infraestrutura digital segura de alto desempenho dedicada a centros de pesquisa que atuam com “big science”, ou seja, possuem demandas avançadas de processamento,análise, transmissão e armazenamento de grandes volumes de dados.

Com velocidade mínima de 100 Gb/s, a Rede de e-Ciência conta com políticas de segurança e serviços especializados para a transferência massiva de dados científicos, funcionando como um túnel de alta velocidade entre pares de instituições de pesquisa que precisam movimentar dados entre si.

A Rede de e-Ciência é gerenciada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), organização subordinada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

 

A quem se destina?

Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) que operam centros de supercomputação, laboratórios multiusuários e infraestruturas de pesquisa em geral, com demandas recorrentes de transferência massiva de dados, na ordem de terabytes (TB) de dados por semana.

 

Entenda as diferenças entre a Rede de e-Ciência e a Rede acadêmica da RNP (Rede IPê)

Rede Ipê (https://www.rnp.br/sistema-rnp/infraestrutura-para-pesquisa/) e a Rede de e-Ciência são infraestruturas complementares que integram o Sistema RNP (https://www.rnp.br/sistema-rnp/). Embora estejam interligadas, têm funções e propósitos distintos.

 


Rede Ipê


Rede de e-Ciência

A primeira rede de Internet do Brasil, em evolução desde 1992

Em construção, com previsão de conclusão em 2027

Mais de 1300 pontos conectados

Aproximadamente 20 pontos conectados

Com acesso aberto à Internet

Sem acesso à Internet.
Tráfego de dados apenas entre servidores homologados.

Acessível globalmente a partir de qualquer ponto de conexão à Internet

Acessível apenas a partir de servidores homologados

Conectividade até a borda da instituição

Conectividade até o servidor de dados científico

Não otimizada para transferência de dados

Nativamente otimizada para alto desempenho

 Requer políticas de segurança específicas

 

Como aderir?

A principal forma de adesão é por meio de chamadas públicas, onde são avaliados, entre outros critérios: (i) a demanda de movimentação de dados ou de acesso remoto a infraestruturas de pesquisa; (ii) viabilidade técnica; (iii) maturidade da TI institucional e (iv) impacto para a ciência brasileira.

Após a realização dos editais, as ICTs consideradas aptas para a adesão são convidadas a celebrar um Acordo de Cooperação Técnica com a RNP.

É importante destacar que a adesão à Rede de e-Ciência envolve custos de adequação da rede de acesso à instituição (última milha) e, na maioria dos casos, adequações na infraestrutura de rede interna da instituição. Também é necessária a aquisição de terminais especializados para acessar a rede, chamados de “Data Transfer Nodes” (DTN).

Atualmente, os custos com a aquisição de equipamentos para habilitar o ingresso da ICT na Rede de e-Ciência estão sendo cobertos pela RNP, mas limitados a 1 laboratório por ICT selecionada.

Um memorando de Entendimento firmado entre a RNP e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) permite às FAPs contribuírem com a aquisição de equipamentos de TIC para as ICT participantes, mediante análise de viabilidade técnica e especificação fornecida pela RNP.

Outras formas de adesão, por meio de parcerias de projetos de P&D, devem ser negociadas com a RNP. Recursos de projetos de pesquisa também podem ser utilizados para cobrir os custos de adequação da infraestrutura e dos equipamentos necessários.

 

Financiamento

O projeto "Rede de e-Ciência" é uma das linhas de ação executadas pela RNP e financiadas pelo FNDCT no escopo do programa estruturante “Conecta", supervisionado pela secretaria executiva do MCTI e proposto como programa prioritário para o Novo Plano de Aceleração do Crescimento -PAC (2023-2026).

No escopo do Novo PAC, o projeto tem o objetivo de conectar 12 ICTs, localizadas em pelo menos nove estados diferentes, até o final de 2026. Entretanto, a adesão à Rede de e-Ciência não é restrita a essa fonte de financiamento. Mais 6 laboratórios de pesquisa deverão se integrar à rede até 2028, por meio de um termo de cooperação firmado entre RNP e Petrobras.

 

 

Laboratórios Participantes

Primeiras instituições, oriundas da fase piloto da Rede de e-Ciência:

 


Laboratório


Localização

LNCC, Laboratório Nacional de Computação Científica

Petrópolis, RJ

CPTEC-INPE, Centro de Previsão de Tempo e Estudas Climáticos

Cachoeira Paulista, SP

SENAI-CIMATEC

Salvador, BA

CENPES, Centro de Pesquisa da Petrobras

Rio de Janeiro, RJ

 

Instituições no escopo do Novo PAC e oriundas do primeiro edital (https://www.rnp.br/chamadas-publicas/rede-de-e-ciencia/)

 


Laboratório

Localização

CNPEM, Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais:

  • LNBio - Laboratório Nacional de Biociências

  • LNBr - Laboratório Nacional de Biorrenováveis

  • LNLS - Laboratório Nacional de Luz Síncroton

  • LNNano - Laboratório Nacional de Nanotecnologia

Campinas, SP

CBPF, Centro Brasileiro de Físicas

Rio de Janeiro, RJ

Embrapa sede, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Parque Estação Biológica

Brasília, DF

NCC-UNESP, Núcleo de Computação Científica da Universidade Estadual Paulista

São Paulo, SP

LaMCAD-UFG, Laboratório Multiusuário de Computação de Alto Desempenho, da Universidade Federal de Góias

Goiânia, GO

SCI-COM UFES - Núcleo Capixaba de Computação Científica da Universidade Federal do Espírito Santo

Vitória, ES

 

Instituições no escopo do Novo PAC e oriundas do segundo edital (https://www.rnp.br/chamadas-publicas/edital-para-adesao-de-centros-de-pesquisa-a-rede-de-e-ciencia/)

 


Laboratório


Localização

IBCCF-URFJ, Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, RJ

Fiocruz-PR, Instituto Carlos Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz

Curitiba, PR

LGHM-UFPA, Laboratório de Genética Humana e Médica, da Universidade Federal do Pará

Belém, PA

CENAPAD-MG, Laboratório de Computação Científica, da Universidade Federal de Minas Gerais

Belo Horizonte, MG

INF-UFRGS, Instituto de Informática, da Universidade Federal do Rio Grande do SulPorto Alegre, RS
INC, Instituto Nacional de CariologiaRio de Janeiro, RJ

 

Instituições convidadas

 


Laboratório


Localização

CNPTIA, Embrapa Agricultura Digital

Campinas, SP

Unidade do INPE em Cuiabá, InstitutoNacional de Pesquisas Espaciais

Cuiabá, MT

LIneA, Associação Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia

Rio de Janeiro, RJ

 

Instituições financiadas com recursos da Petrobras por meio do projeto de P&D "REPESQ: Rede de pesquisa para movimentação de dados com ICTs"

 


Laboratório


Localização

NACAD-UFRJ, Núcleo Avançado de Computação de Alto Desempenho da CPPE / Universidade Federal do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, RJ

(outros 5 laboratório ainda serão definidos)

 

 

Serviços agregados

Para os partícipes com demandas mais recorrentes e programáticas de transferências de dados, está em fase de testes e estruturação a oferta da ferramenta Globus (https://www.globus.org/) como um serviço agregado à Rede de e-Ciência.

Serviços da RNP como os Centros Nacionais de Dados (CNDs), que permitem o armazenamento de grandes volumes de informação, também serão conectados à Rede de e-Ciência e estarão disponíveis para as instituições que fizerem parte dessa rede. Adicionalmente, ICTs que hospedarem seus recursos computacionais no CND, por meio do serviço de colocation C.A.S.A (https://rnpmais.rnp.br/casa-colocation-avancado-de-servicos-e-aplicacoes), também poderá ter acesso à rede para a integração de seus workflows científicos.

 

Arquitetura e Tecnologia

A solução tecnológica para habilitar a transferência de dados científicos com alto desempenho é baseada na arquitetura de referência "Science DMZ", desenvolvida pela ESnet (Energy Sciences Network) - rede de pesquisa do departamento de energia norte-americano. Tal solução consiste em criar um segmento de rede de campus separado da conexão à internet que é utilizada para o uso convencional. Tal segmento de rede é dedicado a transferências de dados com alta vazão e integrado aos sistemas de armazenamento científico e de supercomputação da instituição.

 

Impacto social

A redução significativa no tempo de transferência de dados contribuirá para a redução do tempo de execução de processos científicos críticos. Com isso, é esperado que a sociedade seja impactada pela Rede de e-Ciência por meio da aceleração do processo de novas descobertas científicas e consequentemente da aceleração da inovação.

A medida do sucesso não é a conectividade em si, mas o que ela possibilita: avanços na ciência, inovação e conhecimento que, em última análise, beneficiam todos os cidadãos.

 

Referências